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Mais Médicos amplia atendimento e ensino no interior do Brasil


Por: REDAÇÃO Portal

Com mais de R$ 1 bilhão investido em infraestrutura médica em mais de 100 cidades, o Programa Mais Médicos entra em nova fase com expansão em Pernambuco.

Com mais de R$ 1 bilhão investido em infraestrutura médica em mais de 100 cidades, o Programa Mais Médicos entra em nova fase com expansão em Pernambuco.

Foto: Alejandro Zambrana/Ministério da Saúde

02/04/2025
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O Ministério da Educação (MEC) divulgou em janeiro deste ano a lista de instituições elegíveis para abrir novos cursos de Medicina pelo Edital Mais Médicos III. Pernambuco, que já conta com quatro unidades, deve receber novas vagas. O resultado final será publicado até 29 de agosto, após a análise das propostas das instituições interessadas.

A instalação de faculdades de Medicina tem ganhado destaque. O objetivo é formar profissionais que conhecem a realidade local e incentivá-los a permanecer na região após a graduação. Além de ampliar a mão de obra na saúde, a medida impulsiona a construção e melhoria de unidades médicas, a oferta de residências e o desenvolvimento de programas de saúde preventiva. Essas iniciativas também movimentam a economia local e geram empregos.

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos busca reduzir a desigualdade na distribuição de profissionais de saúde no país. Ele tem dois focos principais: a alocação de médicos em regiões carentes e a implantação de faculdades de Medicina no interior. Desde o lançamento do primeiro edital, o programa já viabilizou 63 cursos de Medicina privados em 18 estados, sendo cinco no Nordeste (BA, CE, MA, PE e SE). A iniciativa visa fortalecer o atendimento médico e criar um ciclo de educação e infraestrutura nessas localidades.

Entre 2017 e 2024, cerca de R$ 1,4 bilhão foi destinado para infraestrutura da saúde em cidades que receberam faculdades de Medicina. Atualmente, 103 cidades têm cursos autorizados, tanto em instituições públicas quanto privadas.

Os editais de 2014 e 2018 criaram 63 cursos privados, totalizando 5.927 vagas anuais. Devido ao tempo de formação, apenas 1.772 médicos concluíram os cursos até o momento. Quando estiver plenamente implementado, o programa formará mais de 7 mil médicos por ano no interior. A expectativa é equilibrar a distribuição desses profissionais. Segundo o Conselho Federal de Medicina (2022), a média é de 6,21 médicos por mil habitantes nas capitais, enquanto no interior cai para 1,72. Estudos indicam que 75% dos médicos formados nessas cidades continuam atuando nelas após a graduação, o que reforça a eficácia do programa.

"A interiorização do ensino médico não é apenas uma resposta à escassez de profissionais, mas uma estratégia eficaz para reter médicos nas regiões onde mais se precisa. Quando um estudante se forma próximo à sua comunidade de origem, há uma chance significativamente maior de que ele permaneça atuando nessa localidade, fortalecendo o sistema de saúde local", afirma o Dr. Silvio Pessanha Neto, CEO do Instituto de Educação Médica (Idomed) e doutor em Neurologia e Neurociências pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Com a terceira edição do programa, mais cidades devem ser beneficiadas. Silvio destaca que a expansão das faculdades no interior fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS): "Ao investir na criação de novas faculdades de Medicina no interior do país, não estamos apenas formando médicos, mas estruturando um novo modelo de assistência, no qual a população dessas regiões passa a ter um atendimento mais qualificado e contínuo."

Outro aspecto relevante é a formação de médicos especialistas. O programa busca reduzir a carência desses profissionais por meio da oferta de residências médicas credenciadas pelo MEC, com ênfase em Medicina de Família e Comunidade, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Clínica Médica e Cirurgia Geral.

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