
Redução no valor de automóveis zero quilômetro não abrange toda a cadeia automotiva
A medida de redução no preço de automóveis zero quilômetro gera expectativas no setor automotivo e economia nacional.

Foto: Agência Brasil
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgou recentemente uma medida que visa reduzir o preço dos automóveis zero quilômetro no Brasil. Especialistas acreditam que essa iniciativa pode impulsionar as vendas no setor automotivo, embora não abranja toda a cadeia produtiva envolvida. A redução será aplicada por meio de descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), variando de 1,5% a 10,79%, considerando critérios como preço, eficiência energética e densidade industrial no país.
A indústria automobilística tem enfrentado dificuldades para se recuperar devido à pandemia de Covid-19 e outros desafios, como a escassez de chips e componentes para produção. Portanto, o anúncio do governo federal traz uma perspectiva positiva para diversos setores do mercado. Enilson Espínola Sales de Souza, presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), destaca a importância de beneficiar tanto a indústria como os revendedores de veículos seminovos e usados, a fim de promover um impacto abrangente em toda a cadeia.
Essa medida também pode contribuir para a redução da taxa de desemprego no país, de acordo com Adriana Ripka, economista e professora de Economia da Universidade Positivo (UP). Ela ressalta que o governo, em diálogo com representantes do setor automobilístico, levantou diferentes propostas que vão além da redução dos preços dos carros populares, buscando viabilizar o acesso da população de baixa renda a eles por meio de crédito. Essas iniciativas visam impulsionar a recuperação do setor e abordam questões sociais, eficiência energética e densidade industrial.
Segundo Adriana Ripka, essas medidas em conjunto podem impulsionar a economia de várias formas, proporcionando estabilidade aos trabalhadores já empregados no setor e criando novos postos de trabalho. Como resultado do anúncio do governo, três montadoras informaram à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que desistiram de realizar demissões em massa planejadas anteriormente. Essa informação foi revelada por Márcio Lima Leite, presidente da entidade, durante o Dia da Indústria, celebrado na semana passada.
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