
Dólar encosta em R$ 5,45 e fecha no maior valor desde abril
Bolsa caiu 2,22% com pessimismo doméstico e externo

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil
Num dia de tensões no Brasil e no exterior, o dólar voltou a encostar em R$ 5,45 e a fechar no valor mais alto desde o fim de abril. A bolsa de valores levou um tombo e voltou à casa dos 110 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,447, com alta de R$ 0,077 (1,44%). A cotação chegou a operar próxima da estabilidade na primeira hora de negociação, mas passou a disparar após a abertura do mercado norte-americano.
A moeda norte-americana está no valor mais alto desde 27 de abril, quando tinha fechado vendida a R$ 5,461. Em 2021, a divisa acumula valorização de 4,97%.
O mercado de ações também teve um dia difícil. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 110.393 pontos, com forte recuo de 2,22%. O indicador operou o dia inteiro em queda e está no menor nível desde 20 de setembro, quando tinha fechado aos 108 mil pontos.
Três fatores principais acirraram a tensão no mercado internacional. Um dos presidentes regionais do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) disse hoje que a inflação nos Estados Unidos pode permanecer alta mais tempo que o esperado. A declaração aumenta a expectativa de que o Fed aumente os juros mais cedo que o esperado.
Na China, a incorporadora imobiliária Evergrande teve as ações suspensas na bolsa de Hong Kong. A empresa pretende vender uma subsidiária avaliada em US$ 5 bilhões para quitar débitos e evitar novos calotes. A turbulência no mercado global agravou-se durante a tarde, quando a queda dos sistemas do Facebook, do Instagram e do WhatsApp impactou as ações das empresas de tecnologia.
No Brasil, a expectativa em torno de uma possível prorrogação do auxílio emergencial pressionou as negociações. Os investidores temem o impacto da medida sobre as contas públicas. Paralelamente, o mercado analisa as repercussões da divulgação de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tinham empresas em paraísos fiscais após assumirem cargos públicos.
Por Agência Brasil
Notícias Relacionadas
- Por REDAÇÃO
- 03/04/2025
Brasil não descarta recurso a OMC contra tarifaço dos Estados Unidos
Governo tentará antes negociar reversão de medida de Trump
- Por REDAÇÃO
- 03/04/2025
Para CNI, momento é de detalhar impactos e reforçar diálogo com os EUA
Entidade levará grupo de empresários brasileiros ao país em maio
- Por REDAÇÃO
- 03/04/2025
Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista
Segundo professor, acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado
- Por REDAÇÃO
- 02/04/2025
MEIs têm novas regras para emissão de notas fiscais
Dados precisam ser atualizados no Portal do Empreendedor
- Por REDAÇÃO
- 02/04/2025
Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano
No ano passado, cada residência jogou fora 44kg de roupas e calçados
- Por REDAÇÃO
- 02/04/2025
Com pedido de compra, Banco Master divulga lucro de R$ 1 bi em 2024
Tentativa de aquisição está sendo investigada pelo Ministério Público