
Dia das Crianças: dar mesada para os filhos é uma boa ideia?
As formas de ensinar o valor do dinheiro para os filhos

Foto: Google Imagens
A mesada sempre foi assunto polêmico entre pais e filhos: dar uma quantia fixa de tempos em tempos às crianças é positivo ou negativo?
Em geral, a dúvida é se a mesada pode ensiná-las a manejar um orçamento ou fará gastar em itens sem importância. O Educação Financeira, do g1, ouviu dois especialistas sobre o assunto.
A conclusão é que, se for bem disciplinada, a mesada pode ser bastante positiva para que a criança entenda o fluxo de entrada e saída de dinheiro, além de adquirir a noção de poupança.
Mas, antes de dar qualquer quantia aos filhos, os especialistas recomendam algumas medidas para definir o valor e orientações que devem ser dadas à criança sobre o dinheiro.
Abaixo, veja o passo a passo.
- Defina quais gastos a criança terá que arcar (lanche na escola, lazer em geral etc.);
- Calcule exatamente quanto ela precisa para esses gastos "obrigatórios";
- Adicione uma margem para que haja um pouco de sobra;
- Oriente a criança a guardar esse excedente para compras além do planejado (formar poupança);
- Se a criança estourar o orçamento, não complemente ou empreste, mas explique o motivo;
- Ao final do mês, faça um controle junto com a criança para dizer onde ela acertou e onde errou.
Para Ricardo Teixeira, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas, é preciso atenção ao momento de estabelecer que gastos que a criança pode ou não arcar com a mesada.
"A mesada não pode estar atrelada a algo afetivo ou à merenda, por exemplo. Ela não pode cortar em algo que seja fundamental para o desenvolvimento para, eventualmente, ir ao cinema. Não sendo assim, é uma técnica muito válida de aprendizado", afirma.
Teixeira explica ainda que crianças que têm contato desde cedo com conceitos financeiros desenvolvem habilidades essenciais para manejar bem o orçamento quando se tornarem adultas. "A criança passa a aplicar esses ensinamentos sem precisar pensar. Ocorre naturalmente", diz.
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A professora de economia do Insper Juliana Inhasz também é favorável à mesada, desde que ela seja "supervisionada". Mas, por supervisionada, ela não sugere que os pais controlem os gastos, mas que participem da formulação desse orçamento.
"É um bom recurso para que os pais ensinem aos filhos que não se pode gastar tudo com bala na escola, ou não terá dinheiro para mais nada. É dar a noção de gestão orçamentária", diz.
Inhasz lembra ainda que a participação dos pais nesse momento é fundamental para que a criança comece a entender, na prática, os conceitos de diferenciação de produtos e de inflação.
Resumidamente, os pais devem aproveitar essa oportunidade para mostrar aos filhos que dois produtos aparentemente semelhantes têm preços diferentes e que, com o passar do tempo, os produtos que eles costumavam comprar ficam mais caros.
Por g1
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