
Doutor em ciência política aborda as medidas estabelecidas na viagem de Bolsonaro aos países orientais

No mês de outubro, entre os dias 22 e 30, o presidente Jair Bolsonaro esteve em vários países orientais, com o objetivo de de fechar parcerias comerciais e atrair investimentos para o Brasil. O doutor em ciência política, Thales Castro, esteve no programa CBN Recife para destacar quais foram as medidas concretas estabelecidas em mais de 15 dias de viagem. De acordo com ele, foram visitados 5 países estratégicos: Japão, China, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar.
Thales destacou como foi a visita em cada um dos países. Segundo o cientista, no Japão, primeiro lugar visitado, a presença de Bolsonaro teve um significado mais simbólico ao participar da solenidade de entronamento do novo imperador do país, Naruhito. Já na china, o presidente teve conversas com o presidente, Xi Jinping, visando estreitar laços comerciais e investimentos com o Brasil.
Nos Emirados Árabes, além de atrair também o capital árabe e não prejudicar o comércio bilateral do Brasil, já que eles importam muito os produtos agropecuários brasileiros, a presença do presidente também teve o intuito de tirar a visão deturpada que existia quando ele mencionou o interesse de tirar a embaixada brasileira de Tel Aviv e colocá-la em Jerusalém. Ou seja, tentando esclarecer que a relação com Israel não deveria servir como mote para prejuízo no campo econômico e comercial.
No Catar se falou muito na perspectiva de isenção de vistos para os cidadãos para o Brasil e também a possibilidade de aumento da corrente de comércio. No entanto, como ponto mais relevante da viagem, Thales explicou que na Arábia Saudita teve uma expressiva motivação de investimento. “A Arábia Saudita confirmou que vai utilizar algo em torno de 10 bilhões de dólares, algo em torno 40 bilhões de reais, para investimentos diretos no Brasil. O fundo soberano da Arábia é constituído a partir das grandes reservas de petróleo desse país, que é fundador da Operação dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)”, explica Castro.
Confira outras informações na entrevista completa com Thales Castro, disponível no play acima.
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