
Analfabetismo persiste no Nordeste e em Pernambuco, apesar da redução nacional
Estado tem uma das piores taxas de analfabetismo do país.

Foto: Google Imagens
No ano de 2022, o Brasil registrou uma redução significativa no índice de analfabetismo, retirando do obscurantismo quase meio milhão de pessoas que não sabiam ler ou escrever. No entanto, no Nordeste e, mais especificamente em Pernambuco, a situação permanece estagnada, com uma das piores taxas de analfabetismo do país. Em 2018, 11% da população acima de 15 anos em Pernambuco era considerada analfabeta, e esse índice se manteve o mesmo após quatro anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, do IBGE.
Em todo o Estado de Pernambuco, houve uma pequena variação negativa no número de analfabetos em 2022. No final do ano passado, havia 833 mil pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler nem escrever, em comparação com 816 mil em 2019 e 812 mil em 2018.
Com uma taxa de analfabetismo estável em 11%, Pernambuco contribui significativamente para o panorama negativo do Nordeste. Os três estados com as maiores taxas de analfabetismo são Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%). Em seguida, antes de Pernambuco, estão Maranhão (12,1%), Ceará (12%) e Sergipe (11,7%). Os estados do Nordeste apresentam as piores taxas do país.
Além disso, a taxa de escolarização no estado de Pernambuco também apresentou uma queda média geral entre 2019 e 2022, diminuindo de 27,9% para 27%. Essa tendência de diminuição na escolarização também foi observada em diferentes faixas etárias, exceto para os grupos de 15 a 17 anos e 18 a 24 anos, nos quais a escolarização permaneceu estável.
Embora o Brasil tenha conseguido reduzir o número de analfabetos em 705 mil pessoas entre 2018 e 2022 (exceto nos anos de 2020 e 2021), essa melhora não se refletiu na realidade de Pernambuco e do Nordeste como um todo. A meta de redução da taxa de analfabetismo faz parte do atual Plano Nacional de Educação (PNE), com o objetivo de alcançar uma taxa de 6,5% da população de 15 anos ou mais analfabeta até 2015 e erradicação completa até 2024. Embora a meta intermediária tenha sido alcançada em 2017 em média no Brasil, ela ainda não foi atingida no Nordeste e para a população negra ou parda.
Dos 9,6 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 5,6%, 55,3% (5,3 milhões de pessoas) viviam no Nordeste em 2022.
A Secretaria de Educação e Esportes do Estado de Pernambuco informou que está empenhada em reverter as taxas de analfabetismo na região. O governo lançou o programa "Juntos pela Educação", em parceria com municípios, sociedade civil e movimentos sociais, com o objetivo de abrir 1.800 turmas de alfabetização e criar 34 mil novas vagas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, estão previstas a inclusão de qualificação profissional no currículo escolar e o fortalecimento da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) para populações rurais, quilombolas e indígenas, por meio de formação continuada de professores, acompanhamento das turmas e produção de material didático.
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